Desenvolvimento Sustentável na Prática
DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL NA PRÁTICA
O alcance das metas para o Desenvolvimento Sustentável
sugeridas pelas Nações Unidas para serem alcançadas até 2030, exige uma
parceria complementar dos setores
público, privado e terceiro setor, e especialmente da participação ativa da
sociedade em geral, na implementação de ações que atendam às demandas
locais e regionais. A identificação dessas ações requer, num primeiro momento,
uma analise dos Índices de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHMs) para
descobrir quais municípios necessitam de intervenções mais urgentes.
“O
IDHM é um índice composto por três das mais importantes áreas do
desenvolvimento humano: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao
conhecimento (educação) e padrão de vida (renda). Os dados utilizados são os do
Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O
Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 utiliza dados do censo
demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O
IDHM vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano,
quanto mais próximo de um, melhor.” (PNUD, 2013). Mais informações podem ser
obtidas através do link IDHM 2013. A classificação
dos municípios nas faixas de desenvolvimento humano é feita em cinco faixas,
i.e., muito baixo (0 a 0,499); baixo (0,500 a 0,599); médio (0,600 a 0,699);
alto (0,700 a 0,799) e muito alto (0,800 a 1).
Um exemplo desta análise inicial é apresentado abaixo
com relação ao Maranhão. O Maranhão é um dos
estados do Brasil que tem desafios mais prementes, com 158 municípios com IDHM
abaixo de 0,6, nível mínimo considerado aceitável pelas Nações Unidas. Dos 217 municípios
do estado, apenas os quatro primeiros, i.e., São Luis, Imperatriz, Paço do
Lumiar e São José de Ribamar, tem IDHM superior a 0,7 enquanto que, os quatro
municípios em pior situação têm índices inferiores a 0,5 (Satubinha, Jenipapo
dos Vieiras, Marajá do Sena e Fernando Falcão).
A informação sobre os IDHMs deve
servir como base para a identificação de demandas
específicas que devem ser descobertas através de discussões, promovidas
pelas prefeituras municipais, com representantes locais dos gestores públicos (especialmente
os das secretarias municipais), setor privado, diretores de escolas públicas e
privadas, terceiro setor, poderes legislativo e judiciário, líderes
comunitários, e outros representantes da sociedade civil. Estas discussões
devem enfatizar a necessidade da contribuição de todos para que o desenvolvimento sustentável seja realmente
alcançado.
Uma vez identificadas, demandas
específicas devem ser categorizadas de acordo com níveis de urgência de
atendimento, potenciais estágios de ações cabíveis, relações custo/benefício de
estágios de intervenções, e recursos disponíveis (incluindo avaliação de como
custos podem ser reduzidos com a participação de voluntários e outros
potenciais contribuintes). O foco desta fase de análise deve ser no impacto mensurável das intervenções e
como maximizar o compromisso dos
representantes locais e principalmente da população em geral, para com as
intervenções implementadas. Estas informações devem servir de base para a
priorização das ações e desenvolvimento de plano operacional anual de execução,
com avaliações trimestrais.
Os acompanhamentos das execuções
devem ser feitas através da metodologia empregada em softwares de Gestão de
Projetos. É absolutamente essencial que, em paralelo, um plano de comunicação seja desenvolvido e implementado, incluindo a
emissão de relatórios trimestrais dos desenvolvimentos alcançados, para
informar a media, os contribuintes e a população em geral sobre os esforços em
andamento. Ao fim de cada ano, avaliações de eficiência, eficácia, impacto e
potenciais alternativas para mitigar desafios sejam efetuadas e divulgadas.
REFERÊNCIAS

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