quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Desenvolvimento Sustentável na Prática

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA PRÁTICA

O alcance das metas para o Desenvolvimento Sustentável sugeridas pelas Nações Unidas para serem alcançadas até 2030, exige uma parceria complementar dos setores público, privado e terceiro setor, e especialmente da participação ativa da sociedade em geral, na implementação de ações que atendam às demandas locais e regionais. A identificação dessas ações requer, num primeiro momento, uma analise dos Índices de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHMs) para descobrir quais municípios necessitam de intervenções mais urgentes.
O IDHM é um índice composto por três das mais importantes áreas do desenvolvimento humano: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda). Os dados utilizados são os do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 utiliza dados do censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IDHM vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano, quanto mais próximo de um, melhor.” (PNUD, 2013). Mais informações podem ser obtidas através do link  IDHM 2013. A classificação dos municípios nas faixas de desenvolvimento humano é feita em cinco faixas, i.e., muito baixo (0 a 0,499); baixo (0,500 a 0,599); médio (0,600 a 0,699); alto (0,700 a 0,799) e muito alto (0,800 a 1).
Um exemplo desta análise inicial é apresentado abaixo com relação ao Maranhão. O Maranhão é um dos estados do Brasil que tem desafios mais prementes, com 158 municípios com IDHM abaixo de 0,6, nível mínimo considerado aceitável pelas Nações Unidas. Dos 217 municípios do estado, apenas os quatro primeiros, i.e., São Luis, Imperatriz, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, tem IDHM superior a 0,7 enquanto que, os quatro municípios em pior situação têm índices inferiores a 0,5 (Satubinha, Jenipapo dos Vieiras, Marajá do Sena e Fernando Falcão).
A informação sobre os IDHMs deve servir como base para a identificação de demandas específicas que devem ser descobertas através de discussões, promovidas pelas prefeituras municipais, com representantes locais dos gestores públicos (especialmente os das secretarias municipais), setor privado, diretores de escolas públicas e privadas, terceiro setor, poderes legislativo e judiciário, líderes comunitários, e outros representantes da sociedade civil. Estas discussões devem enfatizar a necessidade da contribuição de todos para que o desenvolvimento sustentável seja realmente alcançado.
Uma vez identificadas, demandas específicas devem ser categorizadas de acordo com níveis de urgência de atendimento, potenciais estágios de ações cabíveis, relações custo/benefício de estágios de intervenções, e recursos disponíveis (incluindo avaliação de como custos podem ser reduzidos com a participação de voluntários e outros potenciais contribuintes). O foco desta fase de análise deve ser no impacto mensurável das intervenções e como maximizar o compromisso dos representantes locais e principalmente da população em geral, para com as intervenções implementadas. Estas informações devem servir de base para a priorização das ações e desenvolvimento de plano operacional anual de execução, com avaliações trimestrais.
Os acompanhamentos das execuções devem ser feitas através da metodologia empregada em softwares de Gestão de Projetos. É absolutamente essencial que, em paralelo, um plano de comunicação seja desenvolvido e implementado, incluindo a emissão de relatórios trimestrais dos desenvolvimentos alcançados, para informar a media, os contribuintes e a população em geral sobre os esforços em andamento. Ao fim de cada ano, avaliações de eficiência, eficácia, impacto e potenciais alternativas para mitigar desafios sejam efetuadas e divulgadas.

REFERÊNCIAS

PNUD. Acayaba, C. & Oliveira, M. (2013). Pnud muda metodologia do Índice de

Desenvolvimento Humano Municipal, G1 Brasília. Disponível em:

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/07, acesso 13/08/2018.




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